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Chapecoense faz demissões em quatro setores e renegocia contratos - Verde Vale FM

Chapecoense faz demissões em quatro setores e renegocia contratos

A situação dramática da Associação Chapecoense de Futebol fez o clube anunciar demissões de funcionários e revisão de contratos com prestadoras de serviços. Até a metade da tarde desta terça-feira (8), nove colaboradores já haviam sido desligados, mas o número pode aumentar.

Em entrevista ao ND+, o presidente em exercício da Chape, Paulo Magro, disse que o objetivo da medida é contornar uma crise financeira enfrentada pelo clube, que tem cerca de R$ 20 milhões de déficit e pode fechar o ano com saldo negativo de R$ 36 milhões, caso o time seja rebaixado para a Série B.

“Estamos passando por um processo de reestruturação com objetivo de reduzir custos para o clube e neste processo são desligadas algumas pessoas. Também estamos refazendo renegociação de mais de 30 contratos com prestadoras de serviço com intuito reduzir gastos”, pontuou.

Os desligamentos começaram na manhã desta terça-feira e novas demissões podem ocorrer até a próxima sexta-feira (11). De acordo com o presidente, ainda não é possível precisar o número de desligamentos, mas estima 16 dispensas.

Segundo Paulo Magro, os desligamentos são de alguns colaboradores do administrativo, marketing, jurídico e áreas administrativas do futebol. O dirigente também pontuou duas demissões no administrativo das categorias de base e descartou cortes de atletas. “Não tem jogadores neste processo”.

O presidente optou, por enquanto, por não divulgar estimativa de economia com as medidas. “Até sexta-feira teremos esse número”, comentou.

“É uma situação que resolve parcialmente. Nós estamos em um processo de economia em todo o clube, até no copo para água”, disse Magro.

Situação complicada 

A Chapecoense está há 15 rodadas na zona de rebaixamento da Série A, com apenas 15 pontos somados. Segundo dados matemáticos do site Infobola, o risco de queda é de 90%. O time luta para evitar o seu primeiro rebaixamento na história e o agravamento de sua situação financeira.

Desde que subiu para a elite nacional, em 2014, a equipe nunca passou por tantas dificuldades econômicas. Nem mesmo quando houve a tragédia que causou a morte da maior parte do elenco.

A queda para a Série B pode fazer com que a Chapecoense feche o ano com R$ 36 milhões de déficit. Se conseguir se manter na elite, as coisas ficam um pouco melhor, já que o clube irá receber um valor pelos direitos de transmissão que varia de acordo com a posição.

Parte da dívida se refere aos acordos trabalhistas feitos com os familiares das vítimas do acidente de 2016. Magro diz que o valor representa cerca de 10% das dívidas e 80% dos acordos já foram fechados. “Temos duas folhas de pagamento: dos jogadores e funcionários e a dos familiares e vítimas do acidente”, comentou.

O número de sócios-torcedores também impactou nas finanças. O clube chegou a ter 12 mil sócios, número alcançado pouco depois do acidente aéreo, mas foi caindo e hoje são 8.500 associados. Por isso, o clube tem feito uma campanha para recuperar seus sócios. Até as cotas de TV, algo que salva as finanças dos clubes, têm sido um problema em Chapecó.

A previsão no início da temporada era a entrada de R$ 10 milhões referentes aos direitos de transmissão dos jogos do Brasileirão para o exterior. Era o valor que a CBF projetava enviar aos clubes, mas as negociações não saíram como o esperado e a Chapecoense recebeu apenas R$ 1,8 milhão.


Por ND+

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