Altair Maciel havia perdido a filha e os dois netos em acidente há menos de duas semanas.
O pai da jovem Eliane Aparecida Machado, de 25 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira, dia 29, em Passos Maia, no Oeste catarinense. Altair Maciel tinha 52 anos e morava no assentamento Madre Cristina, no interior do município. A filha morreu em um gravíssimo acidente de trânsito na SC-154, no dia 17 de janeiro.
Altair inclusive havia sofrido um infarto no dia do acidente. Conforme informações repassadas por familiares, Eliane, os filhos e o marido haviam saído do assentamento com destino a Xanxerê para visitar o homem quando o carro bateu contra um caminhão de pequeno porte. A causa da morte de Altair não foi informada.
Nas redes sociais, a empresa Madeportas publicou uma nota de pesar em lamento à morte do funcionário. “Com enorme pesar, comunicamos o falecimento do nosso colaborador Altair Maciel nesta quinta-feira. Nesse momento de dor solidarizamos com os familiares e amigos e expressamos os nossos sinceros sentimentos”, diz o comunicado.
O acidente
A tragédia que matou a filha de Altair também causou as mortes dos netos Theo Henrique Machado Bonassa, de 4 anos, que foi ejetado do veículo e morreu ainda no local, e Agatha Samira Machado Bonassa, de 1 ano e 2 meses, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital de Ponte Serrada.
O motorista Leonardo Bonassa, de 28 anos, segue internado em estado grave na UTI do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, e não tem previsão de alta. Outra filha do casal, de 2 anos, ganhou alta ainda no dia do acidente, enquanto o filho de 6 anos recebeu alta no dia seguinte.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o motorista do caminhão, de 43 anos, e o passageiro, de 57, não se feriram. O teste do bafômetro realizado no condutor do caminhão teve resultado negativo para consumo de álcool.
Ainda segundo a PMRv e o Corpo de Bombeiros, as quatro crianças estavam sendo transportadas sem o uso de cadeirinhas de segurança. O relatório da polícia também frisou que o carro estava com mais ocupantes do que o permitido e que o motorista possivelmente transitava em velocidade incompatível com as condições da via e do clima, já que chovia no momento do acidente.