A cabeleireira Cláudia Pires, de 55 anos, dona de um salão de beleza em Florianópolis (SC) se emocionou ao saber que a filha Natália Pires, de 32 anos seria a doadora. E Natália também.
“Poder devolver a vida para a minha mãe… acho que não tem palavras para descrever o sentimento. É um procedimento relativamente simples para quem doa. E quem está esperando vive uma espera muito difícil. É quase um milagre”, disse Natália Pires
Uma para cada 10 mil pessoas
Nem sempre pacientes encontram doador compatível dentro da própria família. Mas no caso da Cláudia foi uma benção.
Das várias pessoas da família, que fizeram os testes em São Paulo, 3 delas deram positivo.
“Quando ela começou a falar os nomes compatíveis… meu irmão Marcelo, minha filha Marcela e minha filha Natália… foi só choro. Só agradecimento”, disse a mãe.
O diagnóstico da doença
Cláudia foi diagnosticada com leucemia em setembro de 2025, depois que surgiram manchas vermelhas e roxas no corpo dela.
Exames mostraram que as plaquetas estavam baixas e logo veio a confirmação da doença. “Você perde o chão, mas tem que tirar força de algum lugar e seguir em frente”, lembrou a mãe.
Foram meses de quimioterapia e depois a indicação para transplante de medula óssea.
“Devolveu minha vida”
Cláudia, que fez a cirurgia em março último e recebeu outra notícia boa em seguida: “a medula pegou”.
Ela se emociona ao lembrar tudo que viveu.
“É muito forte saber que minha filha pôde doar a medula dela para mim e devolver minha vida”, disse Cláudia.
Hoje a família comemora a vida e essa vitória incrível alcançada.