O adolescente Francisco Oltramari, de 13 anos, não realizará mais o segundo ciclo do tratamento com Cytotron no México. A família foi surpreendida com a mudança de planos após o encerramento da parceria entre a Fundação M8, responsável por custear o procedimento, e a clínica mexicana onde o garoto havia sido atendido em 2025. Agora, Francisco seguirá para a Índia, onde dará continuidade ao tratamento na clínica NeuroreGen.
Francisco nasceu com paralisia cerebral e foi o primeiro paciente com esquizencefalia a realizar o protocolo com Cytotron. No ano passado, ele passou cerca de 35 dias em tratamento no México, após uma campanha que mobilizou a comunidade para arrecadar aproximadamente R$ 300 mil. Segundo a família, o procedimento trouxe avanços importantes, como melhora na interação, no controle do tronco, na deglutição, redução da espasticidade e evolução no sono e no comportamento.
A mãe do adolescente, Maria Laura Oltramari, conta que a notícia da mudança foi recebida com surpresa, justamente quando a viagem ao México já estava totalmente organizada.
"Foi um grande baque para nós. As passagens já estavam compradas e estava tudo certo quando fomos informados de que a fundação não tinha mais parceria com a clínica do México", relata.
Segundo ela, o tratamento continuará sendo custeado pela Fundação M8, porém apenas se for realizado na Índia. Caso a família optasse por permanecer com o atendimento no México, teria que arcar sozinha com o valor do procedimento, atualmente estimado em 37 mil dólares.
"A gente teve ótimos resultados no primeiro ciclo e acredita muito que o segundo pode trazer ainda mais evolução. Mas dependemos da ajuda de todos. Como diz a fundação: quando corações se unem, milagres acontecem", comenta Maria.
Maria Laura afirma que chegou a pensar em desistir, principalmente porque as passagens aéreas adquiridas inicialmente não eram reembolsáveis. Posteriormente, a agência de viagens conseguiu solicitar o reembolso, permitindo que a família reorganizasse os planos.
Apesar do tratamento permanecer gratuito, os custos da viagem aumentaram. Diferentemente do que ocorria no México, na Índia a fundação não cobre despesas como hospedagem, transporte diário até a clínica, exames realizados antes do início do protocolo e outros gastos durante a permanência no país.
A estimativa é que a família precise arrecadar entre R$ 100 mil e R$ 125 mil para viabilizar a viagem e garantir a estadia durante o tratamento.

Maria Laura comenta que buscou informações com famílias da Argentina, Sérvia e da Turquia que já realizaram ou estão realizando o tratamento na Índia e recebeu relatos positivos sobre o atendimento e os resultados obtidos.
Segundo ela, a mudança de país não altera a confiança no procedimento.
"Quem assistiu ao filme Os Dois Hemisférios de Lucca viu que esse tratamento começou justamente na Índia. Agora ele volta a ser realizado lá. Tanto a clínica do México quanto a da Índia oferecem tratamentos reais, e cada família escolhe onde se sente mais segura", afirma.
Para arrecadar os recursos necessários, a campanha em favor de Francisco continua. A família mantém a rifa de uma moto elétrica e de uma televisão, além do Pix solidário e dos chamados "Pix premiados". Também estão sendo organizadas novas ações, como pedágios solidários e um bingo beneficente.
"Se 600 pessoas comprarem quatro números de rifa ou de 1,2 mil pessoas comprarem dois números de rifa, ou de 2,4 mil pessoas comparem um número de rifa vamos conseguir atingir a nossa meta", conclui a mãe.
Até o momento o valor arrecadado é de R$ 38 mil. Para ajudar a família com valores, Maria Laura disponibiliza a chave Pix para doações: franciscooltramari@gmail.com
Para tirar dúvidas sobre o tratamento ou informações da campanha entre em contato com Maria Laura pelo telefone (49) 9 9813-0993 ou no instagram @marialauraoltramari