O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira, dia 4, a segunda fase da Operação Desmos II. A ação faz parte de uma investigação que busca desmontar o esquema financeiro de uma facção criminosa com atuação em Santa Catarina.
Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas nas cidades de Chapecó, Catanduvas, Xaxim, Herval d'Oeste, Piratuba, Joinville, Xanxerê, Caxambu do Sul e Nova Erechim.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os alvos são suspeitos de participar da estrutura responsável por arrecadar e movimentar dinheiro para manter as atividades da facção. Durante a operação, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
A investigação é um desdobramento da Operação Sodalitas Finis e aponta que a organização criminosa mantinha um sistema de arrecadação de dinheiro entre seus integrantes.
Conforme o MPSC, os valores, chamados de "dízimos" pelos próprios investigados, eram recolhidos em diferentes municípios catarinenses e utilizados para financiar crimes, como o tráfico de drogas, a compra de armas e outras despesas da organização. As investigações também indicam que cada integrante tinha uma função específica dentro do esquema, desde a arrecadação do dinheiro até a movimentação dos recursos e a coordenação das atividades do grupo.
Além das buscas, a Justiça autorizou o acesso aos dados dos celulares e demais aparelhos eletrônicos que forem apreendidos durante a operação. O material será encaminhado para perícia e servirá de apoio à continuidade das investigações.
Nome da operação
O nome Desmos vem do grego e significa "elo", "vínculo" ou "conexão". De acordo com o Ministério Público, a escolha faz referência às ligações entre os integrantes da facção e à rede criada para manter o funcionamento da organização criminosa.
A investigação segue sob sigilo e novas informações deverão ser divulgadas quando houver autorização da Justiça.
