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Mudança de estação aumenta atenção para temporais e possíveis tornados no Sul do Brasil, segundo meteorologista

Atuação conjunta de calor, umidade e sistemas meteorológicos pode criar ambiente favorável para tempestades de forte intensidade.

Mudança de estação aumenta atenção para temporais e possíveis tornados no Sul do Brasil, segundo meteorologista
G1
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A transição entre o inverno e a primavera deve exigir atenção redobrada dos moradores da região Sul do Brasil devido à possibilidade de episódios de tempo severo. A combinação de diferentes condições atmosféricas pode favorecer a ocorrência de tempestades capazes de provocar granizo, rajadas intensas de vento e, em situações específicas, até tornados.

O cenário foi destacado nesta terça-feira, dia 11 pelo meteorologista Piter Scheuer, que chamou atenção para a dinâmica atmosférica esperada durante a mudança de estação.

Entre os fatores que podem contribuir para o aumento da instabilidade estão a chegada de frentes frias e a atuação de áreas de baixa pressão. Quando esses sistemas encontram temperaturas mais altas e grande disponibilidade de umidade, o ambiente pode se tornar propício para a formação de tempestades mais organizadas.

A circulação dos ventos em baixos níveis da atmosfera também exerce papel importante nesse processo. O chamado jato de baixos níveis transporta calor e umidade e, dependendo das condições encontradas, pode contribuir para o desenvolvimento de sistemas convectivos mais intensos.

Tornados podem surgir em situações específicas

Um dos fenômenos que pode ocorrer a partir desse cenário é a formação de supercélulas, tempestades de grande organização e forte circulação interna. Embora nem toda supercélula produza um tornado, determinadas condições podem favorecer o surgimento desse tipo de fenômeno.

A intensidade dos tornados pode variar significativamente. Para estimar a força desses eventos, é utilizada a Escala Fujita, que considera principalmente os danos provocados. As categorias mais altas representam fenômenos potencialmente mais destrutivos.

O meteorologista citou as classificações F2, F3, F4 e F5 ao abordar a possibilidade de eventos de maior intensidade.

A possibilidade de tornados, no entanto, não representa uma previsão de que esse tipo de ocorrência atingirá de maneira generalizada ou frequente todas as áreas do Sul.

O principal alerta está relacionado à possibilidade de episódios pontuais de tempestades severas, que também podem provocar granizo, vendavais e volumes elevados de chuva em curto período.

Em áreas atingidas por temporais mais intensos, os efeitos podem incluir alagamentos, enchentes, deslizamentos de terra e quedas de barreiras. 

Os seis tornados mais recentes

Em menos de dois meses, aconteceram seis tornados na Região Sul do Brasil, segundo a Metsul, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) e a Defesa Civil de Santa Catarina:

  • Dia 9 de agosto: em Piraí do Sul, nos Campos Gerais, no Paraná, com vento que pode ter passado de 200 km/h, segundo o Simepar;
  • Dia 8 de agosto: em Itaiópolis, norte de Santa Catarina, a Defesa Civil já o definiu como um tornado, mas ainda sem estimativa da força do vento;
  • Dia 6 de agosto: em Pedro Osório, no sul do Estado do Rio Grande do Sul, classificado como F2 pela MetSul, com vento estimado de até 200 km/h;
  • Dia 28 de julho: em GiruáSete de Setembro e Senador Salgado Filho, no noroeste gaúcho, sendo classificado pela MetSul como F3, com vento estimado de até 300 km/h;
  • Dia 30 de junho, um tornado F1 atingiu as cidades de TurvoLaranjeiras do Sul e Inácio Martins, no sul do Paraná, segundo o Simepar;
  • Dia 28 de junho, em Reserva, na região central do Paraná, com vento de até 200 km/h, sendo classificado como um F2 pelo Simepar.
FONTE/CRÉDITOS: Oeste Mais/ O ESTADÃO

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