O que parecia ser apenas um quadro de vômito e diarreia revelou uma batalha que transformou completamente a rotina de uma família natural de Ponte Serrada, no Oeste catarinense. Nicolas Valentim dos Santos Furquim, de apenas 3 anos, foi diagnosticado com neuroblastoma com metástase, um tipo raro de câncer infantil que pode atingir órgãos e ossos, e atualmente realiza tratamento no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR).
Segundo relatou a mãe do menino Josiane dos Santos, ao Oeste Mais, os primeiros sinais surgiram em fevereiro deste ano quando o filho começou apresentar falta de apetite, vômitos, diarréia e muito cansaço.
“Ele parou de comer, queria ficar só deitado e começou a reclamar de dor em uma perninha”, relatou.
A família que residia atualmente em Pato Branco (PR), procurou atendimento no Pronto Atendimento (UPA), de onde a criança foi encaminhada para o Hospital de São Lucas, em Pato Branco (PR).Ele permaneceu internado por sete dias, inicialmente com a suspeita de uma bactéria no estômago e anemia. Durante a internação, recebeu transfusão de sangue e tratamento com antibióticos.
Após receber alta, porém, a criança continuava sem se alimentar e ainda apresentava dores na perna. Ao chegar em casa, a família percebeu que ele já não conseguia mais caminhar.
“Soltei ele para brincar e ele já não conseguia mais andar. Então voltamos ao médico para investigar o que estava acontecendo com a perna”, contou a mãe.
Após novos exames, incluindo um raio-X realizado com urgência, os médicos identificaram a presença de um tumor na região do joelho. A criança foi encaminhada para a Policlínica de Pato Branco, unidade especializada no tratamento de câncer, onde exames de imagem apontaram também um tumor na região abdominal.
“Quando o médico falou que provavelmente era câncer, eu entrei em desespero. A gente nunca imagina que isso vai acontecer com a gente”, relatou a mãe.
O diagnóstico confirmado foi de neuroblastoma com metástase, um câncer que geralmente aparece em crianças pequenas e pode afetar principalmente os nervos, órgãos e ossos. No caso do menino, a doença comprometeu parte do osso da perna, onde estava localizado o tumor.
A criança foi então encaminhada para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, referência no tratamento infantil. A família precisou deixar a cidade onde morava e se mudar para a capital paranaense para acompanhar o tratamento.
Durante o período de internação, o menino passou por diversos exames, iniciou a quimioterapia e chegou a apresentar melhora. Ele voltou a caminhar e conseguiu se alimentar novamente pela boca, após um período utilizando sonda.
“Ele estava caminhando bem, só ficou com a perninha tortinha e um pouco mais curta que a outra”, explicou a mãe.
Após as primeiras sessões de quimioterapia, a criança também passou por cirurgia para retirada do tumor localizado na barriga e por um procedimento para colocação de um cateter, utilizado no tratamento e na coleta de medula.
No entanto, durante o acompanhamento, a família percebeu que o tumor na perna voltou a crescer e a criança deixou de caminhar novamente. Novos exames estão sendo realizados para avaliar a resposta ao tratamento e os médicos estudam possíveis mudanças na quimioterapia.
Atualmente, a família segue internada em Curitiba aguardando resultados de exames. Apesar das dificuldades, a mãe afirma manter a esperança na recuperação do filho.
“Eu tenho muita fé que vai dar tudo certo. Eu acredito que o tumor vai desaparecer da perninha dele”, afirmou.
Mudança de cidade e dificuldades financeiras
Além do desafio emocional, a família também enfrenta dificuldades financeiras desde que precisou se mudar para Curitiba. A mãe conta que tem outros cinco filhos e precisou reorganizar a rotina para acompanhar o tratamento do menino.
O pai conseguiu um emprego na cidade, mas a renda é destinada principalmente ao pagamento do aluguel, que chega a cerca de R$ 1,5 mil. A família também deixou parentes em Ponte Serrada e depende de ajuda de pessoas e entidades para conseguir manter as despesas.
“Eu sempre trabalhei, mas agora não consigo voltar porque preciso cuidar dele. A gente nunca foi rico, sempre viveu com pouco, mas estamos indo um dia de cada vez”, contou.
Mesmo diante das dificuldades, a mãe destaca a força encontrada no apoio recebido e na esperança pela recuperação do filho.
“É muito difícil ver tantas crianças doentes aqui no hospital. A gente sofre junto com outras mães. Mas eu acredito que meu filho vai sair dessa”, finalizou.
Para quem quiser ajudar a família, pode entrar em contato com a mãe pelo telefone (46) 9 9105-2446 e também por uma chave pix.
Chave pix: dossantosjociane01@gmail.com
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