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El Niño atinge intensidade forte e segue ganhando força

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El Niño atinge intensidade forte e segue ganhando força
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El Niño segue se intensificando no Oceano Pacífico e pode atingir uma intensidade histórica entre setembro e dezembro, segundo a nova atualização do Centro de Previsões Climáticas dos Estados Unidos (CPC/NOAA), divulgada nesta quinta-feira (10).

De acordo com o relatório, a temperatura da superfície do mar na região do Niño 3.4, uma das principais áreas utilizadas para monitorar o fenômeno, ficou 1,8°C acima da média em agosto. O valor caracteriza um El Niño forte.

A rápida elevação das temperaturas do Pacífico aumenta a possibilidade de o fenômeno atingir uma intensidade ainda maior nos próximos meses.

El Niño pode superar 2°C de anomalia

A previsão do CPC/NOAA aponta mais de 95% de probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre setembro e dezembro, com anomalia de temperatura superior a 2,0°C na região do Niño 3.4. A agência também estima 75% de chance de o fenômeno alcançar uma intensidade histórica.

Um El Niño dessa magnitude pode aumentar a probabilidade de ocorrência de eventos meteorológicos extremos em diferentes regiões do país. Em Santa Catarina, o cenário exige atenção principalmente para episódios de chuva volumosa, temporais, vendavais, inundações e deslizamentos.

O monitoramento do fenômeno considera diferentes áreas do Pacífico Equatorial, com destaque para o Niño 3.4, que é uma das principais referências utilizadas pela NOAA para avaliar a intensidade do El Niño.

Como é definida a intensidade do El Niño?

A intensidade do El Niño não é determinada pela temperatura registrada em um único dia ou durante apenas uma semana. Para classificar o fenômeno, são utilizados índices que consideram a média mensal das anomalias da temperatura da superfície do mar, além da persistência do aquecimento observado.

De forma simplificada, as categorias são:

  • El Niño fraco: anomalia entre 0,5°C e 1,0°C;
  • El Niño moderado: entre 1,0°C e 1,5°C;
  • El Niño forte: entre 1,5°C e 2,0°C;
  • El Niño muito forte: acima de 2,0°C.

Além das condições do oceano, a NOAA também analisa a resposta da atmosfera. Para que o fenômeno seja caracterizado como El Niño, o aquecimento do Pacífico precisa estar associado a mudanças persistentes nos ventos, na convecção e na distribuição das chuvas.

El Niño já influencia o tempo em Santa Catarina?

Os efeitos do El Niño já podem ser percebidos nas condições meteorológicas de Santa Catarina.

Em agosto, por exemplo, os volumes de chuva ficaram acima do esperado para o período em algumas áreas do estado. Os maiores desvios foram registrados em parte da Grande Florianópolis, onde a precipitação ficou entre 160 e 200 milímetros acima da média.

A tendência é de que o cenário de chuva acima da média continue ao longo de setembro.

Com a chegada da primavera e, posteriormente, do verão, a intensificação do El Niño aumenta a necessidade de atenção para chuvas fortes e temporais. Isso ocorre porque esses períodos já apresentam, naturalmente, maior frequência de precipitações em Santa Catarina.

Risco de chuva volumosa aumenta na primavera e no verão

Com a combinação entre a estação naturalmente mais chuvosa e a influência do El Niño, existe possibilidade de aumento na frequência de episódios de chuva e nos volumes acumulados. O cenário pode elevar o risco de ocorrências relacionadas à chuva intensa, como:

  • inundações;
  • alagamentos;
  • deslizamentos de terra;
  • enxurradas;
  • temporais;
  • vendavais.

Por esse motivo, a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina (SDC/SC) e a Epagri/Ciram mantêm o monitoramento das condições oceânicas e atmosféricas. A recomendação é que a população acompanhe as atualizações meteorológicas e os avisos oficiais, especialmente durante episódios de chuva intensa e temporais.

O que esperar nos próximos meses?

A previsão indica que o El Niño continuará ganhando força até o fim de 2026, com possibilidade de atingir uma intensidade muito forte e até mesmo histórica.

Para Santa Catarina, a evolução do fenômeno merece atenção especial durante a primavera e o verão, período em que a combinação de condições atmosféricas favoráveis e maior disponibilidade de umidade pode contribuir para episódios de chuva intensa e temporais.

O monitoramento das temperaturas do Pacífico e da resposta da atmosfera será fundamental para avaliar a evolução do fenômeno e seus possíveis impactos sobre o clima no estado.

A Secretaria da Proteção e Defesa Civil reitera a necessidade de acompanhar diariamente os Avisos e boletins de previsão do tempo devido às constantes atualizações nos modelos meteorológicos.

FONTE/CRÉDITOS: Belos F7

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