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Mais de 250 médicos do Programa Mais Médicos deixarão de trabalhar em SC

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O anúncio de que mais de 250 médicos deixarão de atuar nos municípios catarinenses, em virtude da saída de Cuba do Programa Mais Médicos, causa preocupação aos gestores municipais quanto à continuidade do atendimento à população. Os profissionais são responsáveis por atender cerca de 700 mil pessoas em 200 municípios do estado.

 

Nesta quarta-feira, dia 14, o governo de Cuba informou que mais de 8.500 médicos do país deixarão o programa. Em agosto, ainda em campanha, o presidente eleito Jair Bolsonaro declarou que “expulsaria” os médicos cubanos do Brasil com base no exame de revalidação de diploma de médicos formados no exterior, o Revalida. A promessa também estava em seu plano de governo.

 

Após a decisão do governo cubano, Bolsonaro se manifestou pelo Twitter. “Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, disse.

 

Apelo da Fecam

 

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) considera que o programa Mais Médicos é de extrema importância para a manutenção da saúde pública catarinense e atendimento da população. O órgão disse que requer às autoridades responsáveis “urgentes medidas para suprir a carência das demandas resultantes da alarmante notícia da saída de médicos do programa e que as entidades representativas da categoria médica sejam capazes de formular estratégias para evitar a interrupção do atendimento à saúde pública nos municípios”.

 

A preocupação da Fecam é assegurar atendimento a toda população, especialmente nas unidades básicas de saúde. “Nesse sentido, a Fecam promoverá esforços na articulação e promoção de debates para a construção de soluções imediatas”, salienta a entidade.

 

Uma nota emitida pela federação ainda aponta eu “a diminuição dos médicos pode causar graves impactos na qualidade e acessibilidade da Atenção Básica. Geralmente, nos municípios de pequeno porte e do interior, que representam 77% de Santa Catarina, ocorre escassez ou ausência desses profissionais da saúde. Com o programa, esses entes locais utilizam-se dos serviços prestados pelos médicos cubanos para ampliar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Informações Oeste Mais

 

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