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Auxiliar morto em queda de helicóptero sequestrado em SC é identificado; perícia será feita nesta sexta

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Mais uma das três vítimas mortas em uma queda de helicóptero em Joinville, no Norte catarinense, na tarde de quinta-feira (8) foi identificada: Bruno Siqueiro, 20 anos, que era auxiliar do voo. Ainda na quinta, foi identificado como Antônio Mário Franco Aguiar, de 57 anos. Um passageiro do helicóptero permanece sem identificação. Apenas um sobreviveu, Daniel da Silva, 18 anos, detento do regime semiaberto que está internado com queimaduras no Hospital Municipal São José.

A suspeita da Polícia Civil é que o helicóptero tenha sido sequestrado para tentar resgatar um detento que estaria prestes a ser transferido do Presídio Regional da cidade. A aeronave estava com quatro pessoas a bordo foi sequestrada em Penha, a 70 km de Joinville, caiu numa rua a 2km do presídio e pegou fogo.

O local onde ficou os destroços do helicóptero está isolado e a Polícia Militar passou a madrugada desta sexta-feira (9) nas mediações para preservar a área. Na manhã, representantes da Avalon Táxi-Aéreo, que tem sede no Paraná, estavam no local do acidente aguardando o início da perícia. Conforme a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Joinville a perícia será conduzida pela Polícia Federal (PF).

Até as 8h30, a previsão é que as 10h peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP) de Florianópolis chegassem em Joinville para realizar os trabalhos.

A PF confirmou que também irá assumir a investigação do caso e ao longo do dia irá disponibilizar informações. A Polícia Civil de Joinville deu início às investigações na quinta, mas a PF dará continuação por se tratar de espaço e acidente aéreos.

Ainda na quinta, o Cenipa, o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 5), de Porto Alegre (RS), iniciou as investigações sobre os fatores que podem ter contribuído para a queda e uma equipe está deslocando para o local. Não há data prevista para conclusão da investigação.

Conforme a prefeitura de Joinville, até a noite de quinta-feira, o sobrevivente Daniel Silva estava em um leito na sala de emergência do Hospital Municipal São José. Ele tem queimaduras de segundo e terceiro grau em membros superiores e inferiores, em cerca de 15% do corpo, e no rosto. O detento do semiaberto estava sedado.

Sequestro e queda

O helicóptero foi alvo de sequestro depois de decolar, após ter sido supostamente contratado para um passeio de sobrevoo na área de Joinville, disse a delegada regional de Joinville, Tânia Harada. Testemunhas contaram à polícia que ouviram tiros antes da queda.

“O piloto, no que saiu de Penha, encaminhou para Curitiba uma mensagem, um código, de que a aeronave tinha sido sequestrada”, disse a delegada Tânia Harada, responsável pela Polícia Civil de Joinville. Nos destroços foram encontrados um revólver e uma pistola.

“Vamos depender da perícia para saber se alguém foi alvejado”, declarou a delegada.

O helicóptero é da Avalon Táxi-aéreo, que presta serviço para o Beto Carrero World. Mas a empresa disse que na quinta não estava trabalhando para o parque, que fica em Penha. A aeronave tem prefixo PR HBB, modelo BELL 206, disse o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Identificação

O diretor-geral do Instituto Geral de Perícias (IGP) explicou como foi o trabalho do órgão na tarde desta quinta: “nossa equipe se deslocou com dois peritos, dois auxiliares e o IML [Instituto Médico Legal]. Eles fizeram a coleta dos corpos e a perícia de toda a cena do local do acidente. Utilizaram drones para fazer tomada aérea e registro fotográfico”.

Sobre o trabalho do IML, afirmou que os três corpos ficaram carbonizados e foram levados ao IML de Joinville, onde passam por necropsia. Em um deles, o procedimento foi concluído, mas não foi possível fazer a identificação.

“Vamos tentar através da arcada dentária, se conseguirmos o prontuário dessa pessoa. Caso não se consiga, faremos coleta de partes de tecido e do osso para extração do DNA”, disse o diretor-geral. Se essa última alternativa foi a utilizada, o resultado do exame deve sair em 30 dias, já que é difícil a extração do DNA de um corpo carbonizado.

As armas coletadas no local também passarão por perícia para que se tente saber a quem pertencem.

Fonte: G1-SC

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